TIPOS DE CARIMBOS

Existem dois tipos de carimbos. Esta classificação é baseada no cunho de anverso do carimbo, basicamente caracterizado por um ponto ( ou a ausência deste ) no cruzamento das hastes dos ramos que se encontram logo acima do valor 960.

figura 5

1° TIPO: Com ponto no cruzamento das hastes. Os ramos de louro têm 11 x 11 folhas e 5 x 5 frutos.
Folhas: 5 externas; 5 internas e uma ao final do ramo
Frutos: 2 externos e 3 internos

figura 6

2º TIPO: SEM PONTO no cruzamento das hastes. Os ramos de louro têm 17 x 17 folhas e 7 x 7 frutos.
Folhas: 8 externas; 8 internas e uma ao final do ramo
Frutos: 3 externos e 4 internos

A identificação do carimbo, por tipo, deve ser feita sempre pelo anverso, bastando para tanto, verificar se existe ou não o ponto no cruzamento das hastes, entre o escudo e o valor 960. É muito difícil uma falha de cunho atingir o ponto, mas se isto acontecer, resta como alternativa recorrer ao número de folhas e de frutos.

1° Tipo: 11 x 11 folhas e 5 x 5 frutos

2° Tipo: 17 x 17 folhas e 7 x 7 frutos

Ainda é possível identificar os Carimbos de Minas por variantes. Esta classificação é feita através da combinação dos cunhos de reverso com os dois tipos de cunho de anverso e confirmada com a descrição completa dos carimbos.

O primeiro estudo sobre o assunto foi realizado pelo numismata Kurt Prober, em 1947 em seu trabalho intitulado “Carimbos de Minas”, onde a numeração que atribuiu aos carimbos com a finalidade de classificá-los por variantes, revela-nos uma minuciosa atenção aos detalhes particulares dos exemplares estudados. Com isso, conseguiu demonstrar, inclusive que os cunhos foram usados depois em barras de ouro, o que possibilitou a determinação do local de aplicação de grande parte dos carimbos.

Desta forma, Kurt Prober conseguiu associar às casas de fundição, diversas variantes de cunho, perfazendo um total de 20 cunhos de anverso e 19 cunhos de reverso. Sao estes:

·         VILA RICA       – 3 cunhos de anverso e 1 cunho de reverso

·         SABARÁ           – 1 cunho de anverso e 2 cunhos de reverso

·         SERRO FRIO    – 8 cunhos de anverso e 7 cunhos de reverso

·         INDEFINIDOS – 8 cunhos de anverso e 9 cunhos de reverso

Como foram abertos 24 pares de cunhos, de acordo com o estudo realizado por Prober restavam desconhecidos 4 cunhos de anverso e 5 cunhos de reverso. Estranhamente, a conclusão nos conduz a 8 cunhos de anverso e 7 cunhos de reverso atribuídos a Serro Frio, quando na verdade a informação que temos é a de que cada casa de fundição deveria rceber 6 pares de cunho (anverso e reverso).

O numismata Nogueira da Gama publicou, em 1961, um trabalho minucioso onde catalogou as variantes  dos Carimbos de Minas, classificando-as segundo um critério ao qual chamou de “fórmulas”. Em seu minucioso trabalho encontramos explicações detalhadas de seu método para classificação dos Carimbos de Minas.

Quase 3 anos depois, publicou um aditamento a este estudo (setembro de 1963), onde revela o surgimento de novas variantes, chegando a catalogar 22 anversos e 22 reversos.  Classificando as variantes segundo o critério  “COM PONTO” e “SEM PONTO” no cruzamento das hastes, combinou estes 22 cunhos de anverso com os 22 de reverso, chegando a um total de 44 variantes. Em outras palavras :

Anverso “COM PONTO” – associado com 22 cunhos de reverso.

Anverso “SEM PONTO”  – associado com 22 cunhos de reverso.

Total: 44 variantes

Caso a classificação fosse feita seguindo o critério de combinar 24 cunhos de anverso com 24 cunhos de reverso e admitindo a hipotese de que todos poderiam combinar entre si, teriamos 576 variantes. Por isso, o critério adotado é mais lógico. Mesmo porque a possibilidade de todos se combinarem é muito remota, pois os 24 pares de cunhos não foram enviados todos ao mesmo local, impossibilitando a combinação plena. Mesmo assim, levando em conta que estes foram remetidos a quatro províncias e em mesmo número, poderíamos ter 6 anversos, cada um deles combinando com 6 reversos, o que possibilitaria 36 combinações diversas em cada província, chegando a um total de 144 variantes. Adotando-se o método de combinar 2 variações de anverso (com e sem ponto) com as variações de reverso e considerando que cada província recebeu 6 cunhos, teríamos 12 variantes , em cada província, perfazendo um total de 48 variantes, sendo 24 de anverso “COM PONTO” e 24 de anverso “SEM PONTO”.

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