DOIS MILHÕES DE FRANCOS PARA ADRIANO

No mundo do colecionismo, o inesperado surgimento em leilão de moedas raras e raríssimas, e em perfeito estado de conservação, desperta a atenção e o interesse de numerosos apaixonados a disputarem os lotes que se sucedem num ambiente que, apesar de magnífico (haja vista toda beleza dos lotes e das acirradas disputas por esta ou aquela moeda), deixa transparecer a ânsia e a tensão dos envolvidos diretamente na disputa. Foi o que aconteceu este ano no Leilão da Numismática Genevensis na Suiça. Apoiado em um belíssimo catálogo elaborado com gosto e perfeição, o leilão deixou bem claro que o setor não conhece crise, fato comprovado pelas ofertas que chegaram a superar em até 5 vezes o lance inicial.

É o caso deste magnífico exemplar de um Sestércio de Adriano (foto a seguir,o mais belo que se conhece), oferecido por 400.000 francos suiços e adquirido pela fabulosa cifra de 2 milhões de francos, o equivalente a aproximadamente US$ 1.750.000,00 (hum milhão e setecentos e cinquenta mil dólares).

Segue a descrição do catálogo:

“Adriano, 117 – 138. Sestercio in oricalco atribuído ao “Mestre de Alfea”, Roma, 135 – 136 d.C., 25,53 gr. HADRIANUS – AVG COS III P P; busto de Adriano a direita / P-AX AUG / S-C/ A Paz de pé a esquerda mantendo na mão direita um ramo e naquela esquerda uma cornucópia. (…)A mais bela moeda Romana jamais cunhada. Um retrato de uma força e de uma expressão jamais igualada. Uma moeda perfeita, obra prima de equilibrio e de estética. Exemplar soberbo, com pátina esverdeada.400.000.(…)Toynbee p. 32, nota 43 e pl. I, 4, associou este sestércio a um medalhão. Segundo P. V. Hill, The Undated Coins of Rome A.D. 98-117, 1970, 167, 568, teria sido cunhado em ocasião da “Vicennalia di Adriano”, e é obra de um incisor de alto gabarito. C. Seltman, Greek Sculpture and Some Festival Coins, Hesperia 17 (1948), p. 71 ss., reconheceu a mão deste artista em vários medalhões cunhados em honra de Antinoo, e o identificou como “Mestre de Alfea”. (…)Seltman não exitou em reconhecer neste o célebre escultor Antoniniano de Afrodisia. Os mais belos bronzes cunhados em 134 d.C. em Mantinea em honra de Antinoo, com efeito, parecem ser obra sua.(…)Três exemplares conhecidos.”

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